1. Como verificar

O ideal é checar o nível do lubrificante com o carro frio e em lugar plano. Puxe a vareta do cárter, limpe-a com uma flanela e ponha-a no recipiente. Ao retirá-la, você terá o nível certo.

2. Quando trocar

Os lubrificantes geralmente são trocados em intervalos de 5 mil km ou 10 mil km – recomenda-se também substituir o filtro de óleo. Em carros 0 km, a substituição está prevista nas revisões programadas. Colocar óleo fora da especificação e da revisão pode acarretar em perda da garantia do veículo.

3. Óleo escuro

Não se apavore com os diagnósticos apocalípticos do frentista. Óleo escurecido na vareta do cárter nem sempre é sinônimo para a troca. Como tem poder detergente, o lubrificante limpa o motor e fica escuro naturalmente. Mas se ao puxar a vareta estiver com aspecto de borra, corra para trocar o óleo.

4. Onde trocar

Se o carro estiver na garantia, as revisões já preveem a troca. Em outros casos, o ideal é ir a uma empresa especializada em troca de óleo, nossa equipe é constantemente treinada para seguir padrões rigorosos das montadoras.

5. Especificações

O rótulo da embalagem traz uma salada de letras e números. Elas traduzem informações como índice de viscosidade, temperatura, aditivos. Assim, é importante seguir a recomendação da montadora, que você confere no manual do proprietário.

6. Óleo errado

Um lubrificante fora da especificação pode não suportar a dilatação provocada pelo calor. A viscosidade diferente comprometerá a lubrificação. Óleo fino demais pode subir para a câmara de combustão e queimar junto com o combustível. Além disso, o óleo errado causa depósito de verniz e de borras e provoca entupimentos. Em casos extremos, o motor pode fundir.

7. Aditivos

O produto tem seus detergentes próprios, que limpam a sujeira das partes internas do motor. Aditivos adicionais podem alterar a viscosidade e desgastar rapidamente peças como virabrequim e os eixos comandos de válvulas.

8. Mineral x sintético

Os minerais perdem mais rapidamente características como fluidez e formação de espuma. Nos sintéticos, a viscosidade é mais estável. Dessa forma, lubrificam rapidamente as partes altas do motor e formam uma película protetora mais resistente. 

9. Sintético com mineral, não!

Se o manual do proprietário pede óleo sintético, não use o mineral. Mas o contrário é permitido, desde que com intervalos menores de trocas do produto e do filtro. Por causa da maior quantidade de aditivos, o sintético limpa mais o motor e a sujeira. Em maior quantidade, pode obstruir o filtro em um período mais curto. Em nenhuma hipótese misture sintético com mineral.

10. Troca ou completa?

Carros mais modernos registram consumo de óleo de cerca de 1L a cada ciclo de troca. Se o seu bebe mais que isso, procure uma revenda. Ao completar, coloque o óleo da mesma especificação do que já está no cárter pode-se misturar marcas. Mas sem essa de apenas completar. Essa prática é uma das maiores razões para formação de borras. 

Óleo lubrificante errado no motor faz o carro andar menos e consome mais.

A cena é mais do que corriqueira. Você para o carro no posto e o frentista, todo pimpão, apressa-se: “Completa o óleo?”. Muita calma nessa hora! Não complete com qualquer produto. Usar lubrificante fora das especificações compromete características do veículo, como desempenho e consumo.

 

Cada modelo tem seu óleo específico, desenvolvido pelas engenharias das fabricantes e pelas empresas de lubrificantes. Confira aqui 10 pontos que você deve ficar atento na hora de colocar um óleo no seu carro.

Filtro de óleo tem uma função importantíssima para seu veículo, uma das principais é a durabilidade do motor. Fizemos um guia para te ajudar a cuidar melhor de seus veículos, afinal, quem gosta de carro quer ver ele andando e nunca na oficina.

Filtro de Óleo

 

Tem a função de separar os resíduos que contaminam o óleo, como partículas metálicas desprendidas pelo atrito das peças do motor, óleo carbonizado derivado da combustão do motor entre outros.

Por que trocar o filtro de óleo?

O óleo, com seus aditivos detergentes e dispersantes, carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Na passagem pelo filtro, as impurezas maiores são retidas e as menores continuam em suspensão no óleo. Chega um momento em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do óleo, podendo causar falhas na lubrificação. A situação se agrava caso ocorra o bloqueio total do filtro, o que pode causar graves danos ao motor.

Quando trocar o filtro de óleo?

O período da troca do filtro de óleo também é recomendado pelo fabricante do veículo e consta no manual do proprietário. Atualmente há fabricantes que recomendam a troca do filtro a cada troca de óleo, para que não se misture o óleo novo com os resíduos que se encontram no filtro.

 

Vida longa ao motor

Praticando uma manutenção rigorosa do sistema de lubrificação, o consumidor estará estendendo a vida do motor, evitando desgaste excessivo das partes móveis, aumentando o desempenho e reduzindo o consumo de combustível.

Atenção em filtro de ar sujo, uma economia que pode custar caro.

Um motor normal utiliza cerca de 3500 litros de ar por minuto, mas todo esse fluxo de ar precisa ser filtrado, pois as partículas de poeiras  e outros detritos suspensos no ar reduziriam drasticamente a vida útil do motor. Prejudicando componentes como válvulas, pistões e cilindros, por exemplo. Sem falar no acumulo de sujeira no sistema de injeção.

Esquecer de trocar o filtro é um falta para “cartão vermelho”, você tem ideia de como ele pode prejudicar o seu motor?
Um filtro totalmente impregnado de sujeira vai começar a dificultar a passagem de ar para o coletor de admissão, gera perda de desempenho, aumento no consumo de combustível  e em casos extremos  o motor consome o óleo lubrificante através do Blow-By (Suspiro do óleo.).

Vai tirar racha com segurança no autódromo?


Não tire o filtro de ar em busca de mais potência, seu ganho não vai chegar a 5%, e na maioria dos casos você vai é perder desempenho pois a injeção vai receber um fluxo de ar diferente do que ela está “acostumada”. Imagine toda aquela poeira entrando na maior facilidade no seu motor, já disse acima o quanto é prejudicial. Atente ao prazo de troca do filtro de ar, o manual do proprietário de seu veículo indica os períodos de troca (geralmente cerca 30.000 km.).


Lembre – se também que rodar em estradas de terra ou em locais de muita poeira diminui sua vida útil.

 

Filtro de combustível também precisa ser trocado para evitar futuros transtornos.

O filtro do combustível, como o próprio nome diz, serve para filtrar as impurezas do combustível (pó, água e resíduos) sendo útil na conservação do motor do veículo. O componente é utilizado em motores de combustão, movido a gasolina, álcool e diesel, e eficaz na proteção da bomba de combustível, bicos, carburadores e os orifícios da injeção eletrônica, materiais extremamente sensíveis a eventuais danos causados por sujeira no líquido.

Há um período estabelecido pelo fabricante, para que a troca do filtro seja feita. Então não existe uma quilometragem padrão para todos os automóveis. No entanto, recomenda-se; caso o seu carro seja carburado, a troca deve ser realizada entre 8.000 e 15.000km rodados, se o veículo for de injeção eletrônica, de 8.000 a 15 mil quilômetros rodados.

Lembre-se. Cuidado com o combustível adulterado, pois quanto maior a sujeira, menor a vida útil dos filtros, além aumentarem as chances de danos no veículo.

Responsável pela eliminação das impurezas do ar que você respira, o filtro da cabine gera dúvidas na hora da troca.

Há diversos filtros no carro. Há um para o combustível, outro para o óleo do motor e outro para o ar que entra no coletor de admissão. Porém há um tipo que muitos desconhecem, mas que tem a função de proteger a peça mais importante de qualquer automóvel, que é o motorista. Estamos falando do filtro de cabine.

Criado originalmente para auxiliar o funcionamento do ar-condicionado, o filtro de cabine (ou antipólen) é semelhante ao filtro de ar do motor. Há um modelo que, além de papel especial, utiliza também carvão ativado, que aumenta a capacidade de reter odores indesejáveis. “Mesmo com a recirculação desligada (com a captação

de ar externa aberta), o filtro de cabine, especialmente o de carvão ativado, é suficiente para reter a maior parte do odor da fumaça de um caminhão desregulado que passe ao lado”.

Essa peça possui uma particularidade ignorada pela maioria dos motoristas. Diferentemente dos outros filtros, o de cabine não tem troca por prazo ou quilometragens preestabelecida. “A durabilidade depende de onde o motorista circula. Se ele rodar sempre em vias urbanas com alto tráfego de caminhões, ou em estradas de terra, o filtro chega a se saturar em poucos meses”.

Entupido, o filtro prejudica o funcionamento do ar-condicionado, reduz o fluxo de ar para a cabine e permite a proliferação de bactérias e fungos causadores de maus odores e até doenças respiratórias. E como saber a hora da troca? A questão é difícil de responder, mas há algumas dicas. “A primeira pista é o fluxo de ar nos difusores do painel”, Se o motorista está acostumado com um determinado tipo de ‘vento’ na posição 2 do ventilador e de repente precisa passar para a 3 ou 4 para ter o mesmo efeito, é um indício de saturação.

Outra dica é o cheiro. “Certos odores que o motorista atribui a alguma sujeira que ficou impregnada no estofamento podem, na verdade, vir do filtro de cabine. Fazendo a troca, os maus odores desaparecem ou diminuem”, o ideal é fazer uma checagem periódica. “Toda vez que o carro for para a manutenção, é aconselhável pedir para olhar o filtro de cabine”.

Tem, mas faltou

 

A esta altura, se você gosta de fazer alguns reparos por conta própria, deve estar procurando a caixa de ferramentas para olhar o filtro de cabine do seu carro. Mas aqui há uma má notícia: a localização da peça varia de carro para carro, e em alguns modelos o filtro fica dentro do painel, com acesso difícil. A segunda: apesar da sua importância, principalmente nos grandes centros urbanos, o filtro de cabine nem sempre está presente. Nem mesmo nos carros equipados com ar-condicionado.

“Nos veículos produzidos antes de 2000, o filtro de cabine era raro. Hoje ele é mais comum, mas há casos de carros sem ar-condicionado que têm filtro e vice-versa”. No caso dos carros que possuem a estrutura para receber o filtro, mas saem de fábrica sem a peça, recomendamos a instalação. “É fácil, barato e traz vários benefícios”. O mais importante, está na limpeza do sistema. “Nos carros que possuem filtro de cabine, a higienização é feita apenas com um spray bactericida aplicado nas saídas de ar. Já os veículos sem filtro exigem limpeza mecânica, o que significa desmontar parte do painel”.

Boa parte da linha Volkswagen nacional e a segunda geração do Chevrolet Vectra vendido no Brasil têm o filtro localizado logo abaixo da “churrasqueira”, nome popular da grade de captação de ar entre o capô e o para-brisa. Nesse caso, o acesso é fácil e o exame é visual: enquanto um filtro novo é amarelado, quase branco, o saturado é cinza-escuro ou preto.

Atenção: se você se aventurou a fazer a verificação, há outro truque que ajuda a evitar maus odores. Mesmo com o filtro predominantemente limpo, pequenas manchas podem indicar a presença de colônias de bactérias. Nesse caso, faça a substituição da peça e aproveite para pedir uma higienização do sistema antes que os microrganismos proliferem pela tubulação.

E no caso dos kits instalados em lojas independentes ou mesmo nas concessionárias? Mais uma vez, a resposta varia de acordo com a marca. No caso da Delphi, que fornece tanto para as fábricas quanto para o mercado independente, o gerente Amaury Oliveira afirma que os sistemas são iguais. “Se não houver filtro no original, o kit para instalação também não terá”, diz. Mas admite que o ideal seria que todos os carros, mesmo os que não têm ar-condicionado, possuíssem o filtro de cabine.